Pesquisa comprova redução de mortes por covid com uso de corticoides

Estudos internacionais realizados em 12 países, com 1,7 mil pacientes, comprovaram eficácia de três medicamentos em casos graves.
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Corticoides diminuem em 20% mortalidade de casos graves da covid-19 | Foto: Pexels
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Estudos internacionais realizados em 12 países, com 1,7 mil pacientes, comprovaram eficácia de três medicamentos em casos graves

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Corticoides diminuem em 20% mortalidade de casos graves da covid-19 | Foto: Pexels
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Estudos internacionais realizados em 12 países, que reuniu 1,7 mil pacientes em estado crítico, comprovou que o uso de corticoesteroides reduz a mortalidade em casos graves de covid-19.

A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira, 2, no Journal of the American Medical Association (Jama). 

Três medicamentos foram testados: dexametasona, hidrocortisona e metilprednisolona. Todos são usados há décadas como anti-inflamatórios, anti-alérgicos e para tratar doenças respiratórias.

Por se tratar de trabalho científico, os pacientes foram divididos em dois grupos: um recebeu os medicamentos e o outro não. Dos que tomaram o remédio, 32% morreram após 28 dias de tratamento, contra 40% dos que não tomaram, uma diferença de 20%.

O levantamento também mostra que não houve efeitos colaterais graves na utilização dos corticoides.

A análise foi realizada por um grupo de trabalho que pesquisa possíveis tratamentos para o coronavírus na Organização Mundial da Saúde (OMS) e inclui pesquisadores brasileiros.

Entre as descobertas está o fato de que a dexametasona pode diminuir o tempo de entubação de pacientes graves.

Os pesquisadores, no entanto, alertam que não se devem usar os corticoides para casos leves da doença, já que a medicação só deve ser incorporada ao tratamento caso exista uma inflamação em curso, o que não acontece com todos os infectados pelo vírus.

A pesquisa divulgada hoje comprova a análise de junho da Universidade de Oxford, que falava sobre a eficácia do uso de dexametasona em pacientes graves da covid-19.

No Brasil, o imunologista Roberto Zeballos utiliza um protocolo de tratamento com corticoides em seus pacientes desde abril.

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