Onde o risco de contágio da covid-19 é maior?

Restaurantes estão fora dos locais mais propícios à transmissão
-Publicidade-
Pessoas em ônibus
Pessoas em ônibus | Foto: José Cruz/Agência Brasil

São Paulo e outras unidades federativas têm anunciado nos últimos dias medidas que ampliam restrição de circulação nas ruas e impedem o funcionamento de determinados segmentos da economia. Mas será que os setores direta e indiretamente atingidos por lockdowns são de fato os maiores responsáveis pela disseminação da covid-19 no país? Em estudo, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) responde: não.

Leia mais: “Governo de MG decreta lockdown em 60 cidades”

Proibidos de funcionarem a partir do próximo fim de semana em todo o Estado de São Paulo, que por determinação do governador João Doria volta a ser classificado como “bandeira vermelha” no combate ao coronavírus, restaurantes estão longe do topo de risco de contaminação, segundo o estudo da UFMG — originalmente publicado em maio e atualizado em julho de 2020. Hospitais e transporte público, porém, aparecem como líderes no quesito risco de contágio da covid-19.

-Publicidade-

“Têm maior risco que a população em geral”

“Como estão indo e vindo para trabalhar e circular por instituições de saúde, eles têm maior risco que a população em geral, mas menor que os profissionais que assistem diretamente os casos de covid-19”, comentou, na ocasião, o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Matheus Westin. Disponível há meses, o estudo realizado pela equipe de Westin foi repercutido nesta quarta-feira, 3, por Ana Paula Henkel, comentarista de Os Pingos nos Is (rádio Jovem Pan) e colunista da Revista Oeste.

transporte público - contágio da covid-19 - brasil

Transporte público em SP

Em São Paulo, Doria determinou à volta de todo o Estado à fase vermelha. Dessa forma, restaurantes e estabelecimentos como academias e cinemas não poderão funcionar ao menos até 19 de março. Por outro lado, o transporte público seguirá operando sem alterações. Nesse sentido, o governador tucano não revelou o interesse de se pensar em ações para fazer com que ônibus e metrô, por exemplo, operem sem aglomerações para, assim, melhor atender as pessoas que, conforme indicou Westin, precisam ir e vir do trabalho.

Leia também: “O príncipe autoritário e a prefeita negra”, artigo do colunista Augusto Nunes publicado na Edição 46 da Revista Oeste

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

2 comentários Ver comentários

  1. É o que digo desde o início: eles dizem pra não aglomerar mas ao mesmo tempo reduzem a frota de ônibus, trem e metrô. Mas os governadore e prefeitos juram que seguem a ciência.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.