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Prefeito de Aparecida critica restrições: ‘Minha cidade está destruída’

'O governo do Estado não tem os olhos voltados para a tragédia socioeconômica que a cidade vive', diz Luiz Carlos de Siqueira
Santuário de Aparecida também foi atingido pelas restrições e viu diminuir a presença dos fiéis
Santuário de Aparecida também foi atingido pelas restrições e viu diminuir a presença dos fiéis | Foto: Divulgação/Thiago Leon/Santuário Nacional

O prefeito de Aparecida (SP), Luiz Carlos de Siqueira (Podemos), criticou o endurecimento das medidas de isolamento social e restrição do comércio impostas pelo governo do Estado. Em um depoimento emocionado ao programa Opinião no Ar, exibido nesta terça-feira, 16, pela RedeTV!, ele afirmou que a cidade está “completamente destruída” economicamente. O editor-executivo de Oeste, Silvio Navarro, e o colunista Rodrigo Constantino participaram da entrevista.

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“Nós, como cristãos, temos que pensar na saúde das pessoas. Mas também temos que pensar na dignidade socioeconômica”, disse Siqueira. “Minha cidade está destruída, completamente destruída. Na periferia, está faltando comida na mesa. O governo do Estado não tem os olhos voltados para a tragédia socioeconômica que a cidade vive. Estamos em situação de miséria, de tragédia.”

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Assim como o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), Siqueira também tentou reverter na Justiça as medidas determinadas pelo governo de João Doria (PSDB). “Minha cidade vive uma tragédia socioeconômica. Aparecida é depositária da fé e esperança do povo brasileiro. Eu fui à Justiça porque meus números davam ao prefeito a responsabilidade de chamar o município para a fase laranja”, explicou.

“Estou governando uma cidade com mais de 70% de desempregados. O comércio todo está quebrado e quebrando. Esse novo decreto emergencial do governador está levando nossa cidade para uma situação muito grave.”

Siqueira garantiu que a situação da epidemia está “equilibrada” no município. “Hoje não tenho nenhum paciente no respirador. E nós temos 20 leitos com respirador aqui. Está difícil para mim governar uma cidade subjugada, que está de joelhos, suplicando ajuda. Não tenho recursos próprios. A cidade não paga nada”, afirmou. “Infelizmente, estamos vivendo talvez o pior momento de uma cidade. Hoje nós não temos mais os peregrinos aqui”, lamentou, em referência à queda da presença dos fiéis que acompanhavam missas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

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