A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), acelerou de 0,2% em janeiro para 0,84% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 27.
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O principal impacto veio da educação, que registrou alta de 5,2%. O setor de transportes também contribuiu de forma significativa, com variação de 1,7%. No acumulado do ano, o IPCA-15 soma alta de 1,04%. Em 12 meses, o índice registra 4,1%, abaixo dos 4,5% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
De acordo com o IBGE, a aceleração de fevereiro se deve, principalmente, aos reajustes típicos do começo do ano letivo, com as maiores variações registradas no ensino médio (8,1%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,5%).

Passagens aéreas impulsionam IPCA-15 do mês
No grupo transportes, o destaque foi a alta de 11,6% nas passagens aéreas. Os combustíveis também subiram 1,3%, com aumentos no etanol (2,5%), na gasolina (1,3%) e no óleo diesel (0,4%). Os gastos com ônibus urbano subiram 7,5%, reflexo de reajustes nas tarifas em seis das 11 áreas pesquisadas. Já o metrô registrou alta de 2,2%.
Entre os demais grupos, as variações oscilaram entre -0,42% em vestuário e 0,67% em saúde e cuidados pessoais, em que os principais aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal (0,9%) e do plano de saúde (0,5%).

Em alimentação e bebidas, a alta foi de 0,2%. A alimentação no domicílio avançou 0,1% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,2%). Entre as principais altas, o tomate subiu 10,1% e as carnes, 0,7%. Na direção oposta, houve queda nos preços do arroz (-2,4%), do frango em pedaços (-1,5%) e das frutas (-1,3%). Já a alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,4%, com aumentos na refeição (0,6%) e no lanche (0,2%).
No grupo habitação, os preços avançaram 0,06% em fevereiro, depois de recuo de 0,2% em janeiro. A taxa de água e esgoto subiu 1,9% e o aluguel residencial, 0,3%. Em sentido contrário, a energia elétrica residencial caiu 1,3% e teve o maior impacto negativo individual no índice. Segundo o IBGE, “no mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores”.
São Paulo lidera alta entre as regiões
Entre as áreas pesquisadas, São Paulo registrou a maior variação do IPCA-15 em fevereiro, com alta de 1,1%. O resultado foi influenciado pelas passagens aéreas (16,9%) e pelos cursos regulares (6,3%), com destaque para o ensino fundamental (8,3%). Recife apresentou a menor variação, de 0,3%, impactada pelas quedas no transporte por aplicativo (-10,3%) e na energia elétrica residencial (-2,3%).
Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE coletou os preços entre 15 de janeiro de 2026 e 12 de fevereiro de 2026 e os comparou com os vigentes entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026. O indicador contempla famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.
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A pesquisa abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, com diferença no período de coleta e na abrangência geográfica.
A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, está prevista para o dia 26 do mesmo mês.
Leia também: “Pessimismo econômico”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 207 da Revista Oeste








































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