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Economia

Americanas afirma ter evidências de participação do ex-CEO em fraude

Miguel Gutierrez é acusado de participar da falsificação das demonstrações financeiras da companhia

Americanas acusa ex-CEO
Em fato relevante divulgado em 13 junho, empresa assumiu fraude contábil bilionária | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Americanas acusou novamente o ex-CEO Miguel Gutierrez de participar de fraude de mais de R$ 25 bilhões nos balanços contábeis da companhia e de ocultar a situação dos membros do Conselho de Administração.

A acusação reiterada faz parte de petição protocolada no domingo 10, no âmbito do processo sigiloso que o Bradesco move contra a Americanas.

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Em comunicado oficial, os representantes da Americanas listam novas evidências, anexadas à ação judicial, que comprovam a falsificação dos demonstrativos financeiros.

Leia também: “Ex-presidente da Americanas isenta acionistas de participação em fraude”

Evidências de fraude

De acordo com o documento, localizou-se um arquivo digitalizado em iPad corporativo com anotações de próprio punho de Miguel Gutierrez, que apontam a existência de duas versões de demonstrativos da Americanas: uma de uso interno da antiga diretoria, outra destinada ao Conselho de Administração.

Além disso, afirmam ter apensado um e-mail de Gutierrez aos ex-diretores, em que os orientava a não levar para reunião com Sérgio Rial, futuro CEO que o substituiria, respostas a dúvidas sensíveis em relação ao orçamento do quarto trimestre de 2022 e endividamento da companhia.

A Americanas também nega alegação de Gutierrez de que todos os órgãos da administração tinham ciência de que a companhia estava em dificuldades financeiras.

Saiba mais: “Sócio da 123milhas pede desculpa por calote”

A defesa da empresa usa como prova documentos apresentados ao Comitê Financeiro em novembro de 2022, em que diretoria liderada por Gutierrez compartilha a visão de que a Americanas geraria R$ 500 milhões de caixa no quatro trimestre de 2022 e de que continuaria gerando caixa nos anos subsequentes, mantendo índice de endividamento financeiro saudável.

A companhia ainda contesta argumentação de Gutierrez de que não participava de deliberações estratégicas, pois mensagem sobre ações do Comitê Financeiro e agenda de reuniões do Conselho mostram que ele era ativo na gestão da companhia, como se espera de qualquer presidente.

Por fim, reafirma que o relatório preliminar apresentado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) se baseia em documentos que revelam que as demonstrações financeiras da companhia vinham sendo fraudadas pela diretoria anterior das Americanas, liderada por Miguel Gutierrez.

Americanas acusa ex-CEO
CPI investiga fraude nos demonstrativos financeiros | Foto: Reprodução/YT/Câmara dos Deputados

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