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Economia

Justiça bloqueia ações do BRB em posse de envolvidos no caso Master

Banco de Brasília espera resgatar ativos para compensar perdas no escândalo financeiro

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB): tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB): tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) informou na noite desta quinta-feira, 26, que conseguiu na Justiça o bloqueio e o arresto de ações da própria instituição que estão em posse de investigados no caso envolvendo o Banco Master. A decisão, de caráter liminar, foi proferida pela Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília.

Em fato relevante divulgado ao mercado, o BRB afirmou que a medida atinge participações societárias mantidas por alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a suposta venda de R$ 12 bilhões em créditos considerados falsos do Master ao banco estatal, além de possíveis irregularidades na tentativa de alienação da instituição controlada por Daniel Vorcaro.

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BRB: manobra para valorizar ativos

Segundo apuração interna conduzida pelo BRB, Daniel Vorcaro, seus sócios e o empresário João Carlos Mansur, ligado à Reag Investimentos, teriam adquirido ações do banco de forma não transparente antes de o BRB formalizar oferta pelo Master. A suspeita é que a ampliação do patrimônio do BRB, por meio de oferta de ações, tivesse como objetivo fortalecer a capacidade financeira da instituição para realizar negócios com o Master.

Na decisão judicial, além do bloqueio e arresto das participações societárias, foi determinada a comunicação aos agentes de custódia para impedir a alienação dos papéis durante a tramitação do processo. De acordo com o banco, a cautelar busca preservar ativos que possam ser utilizados para ressarcimento de eventuais prejuízos decorrentes de operações investigadas. O Master encontra-se atualmente em liquidação extrajudicial.

Leia também: “Banco Master: a insustentável leveza de Brasília”, reportagem publicada na Edição 311 da Revista Oeste

Conforme formulário de referência de 2025 do BRB, o fundo Borneo, ligado à rede do Master, detém 3,16% das ações totais do banco. João Carlos Mansur possui 4,55%. Já a Mastercard passou a deter 6,9% das ações totais após a liquidação do Willbank, que integrava o grupo Master, uma vez que os papéis haviam sido dados em garantia em operações de pagamento.

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