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Economia

Maranhão tem a pior renda domiciliar do país, mostra IBGE; veja ranking

Estado nordestino possui 30% do rendimento do Distrito Federal, que lidera o levantamento

IBGE - Maranhão | Em contrapartida, São Paulo é o segundo local com maior rendimento, com R$ 2,4 mil em 2023 | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Em contrapartida, São Paulo é o segundo local com maior rendimento, com R$ 2,4 mil em 2023 | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O rendimento domiciliar per capita (por pessoa) do Maranhão é o pior do Brasil, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado nordestino registrou o valor mensal de R$ 945 em 2023, segundo estudo publicado nesta quarta-feira, 28.

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O instituto calcula os valores em termos nominais, isto é, sem a inflação. Ao fim da análise, o IBGE repassa os dados para o Tribunal de Contas da União, anualmente.

IBGE IPCA Inflação - Na sequência, Rio de Janeiro (R$ 2,3 mil), Rio Grande do Sul (R$ 2,3 mil), e Santa Catarina (R$ 2,2 mil) | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Novos dados sobre rendimento domiciliar no Brasil foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 28 | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O resultado representa a razão entre o total das rendas domiciliares e o número de moradores. No cálculo, o IBGE considera os recursos que provêm do trabalho e de outras fontes de renda.

Esse não foi o único dado negativo para o Maranhão em questões socioeconômicas divulgadas recentemente pelo IBGE. Na semana passada, o instituto revelou que o Estado nordestino lidera o ranking de piores índices de taxa de coleta de lixo no país, com 18% de sua população sem ser atendida por esse tipo de serviço.

Mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino comandou o Maranhão por dois mandatos como governador, ficando no poder de 2015 a 2022. Carlos Brandão (PSB) é o atual governador maranhense — que foi vice de Dino.

Leia também: “Como Dino deixou o Maranhão?”

Norte e Nordeste possuem o pior desempenho, segundo o IBGE

Os Estados com menor rendimento pertencem ao Norte e ao Nordeste. Além do Maranhão (R$ 945), Acre (R$ 1 mil), Alagoas (R$ 1,1 mil), Pernambuco (R$ 1,1 mil) e Bahia (R$ 1,1 mil) ocupam as últimas posições do levantamento.

Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente
Unidades da Federação Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente (R$)
Brasil                                                  1.893
Rondônia                                                   1.527
Acre                                                  1.095
Amazonas                                                  1.172
Roraima(1)                                                  1.425
Pará                                                   1.282
Amapá                                                  1.520
Tocantins                                                  1.581
Maranhão                                                     945
Piauí                                                  1.342
Ceará                                                  1.166
Rio Grande do Norte                                                  1.373
Paraíba                                                  1.320
Pernambuco                                                  1.113
Alagoas                                                  1.110
Sergipe                                                  1.218
Bahia                                                  1.139
Minas Gerais                                                  1.918
Espírito Santo                                                  1.915
Rio de Janeiro                                                  2.367
São Paulo                                                  2.492
Paraná                                                  2.115
Santa Catarina                                                  2.269
Rio Grande do Sul                                                  2.304
Mato Grosso do Sul                                                  2.030
Mato Grosso                                                  1.991
Goiás                                                  2.017
Distrito Federal                                                  3.357

O Distrito Federal está na ponta oposta do Maranhão no ranking. De acordo com o IBGE, a capital federal tem R$ 3,3 mil, em média, como rendimento domiciliar per capita.

São Paulo é o segundo local com maior rendimento, com R$ 2,4 mil em 2023. O top 5 se completa com Rio de Janeiro (R$ 2,3 mil), Rio Grande do Sul (R$ 2,3 mil) e Santa Catarina (R$ 2,2 mil).

Leia também: “Desemprego cai em apenas dois Estados, aponta IBGE”

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Em 2022, o rendimento mensal domiciliar per capita chegou em R$ 1,6 mil no Brasil, também em termos nominais. Ao alcançar R$ 1,8 mil em 2023, o indicador aumentou em 16,5%. Sem considerar a inflação, o valor também aumentou nas unidades da Federação de um ano a outro.

Conforme a nota do IBGE, a divulgação atende a uma lei complementar que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.

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4 comentários
  1. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Flávio Dino foi um ótimo governador, o resultado está aí.

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Na manchete a revista informa apenas a renda domiciliar, dá a entender que é renda por domicílio e não renda per capita mensal que, no caso do Maranhão dos Sarneys e Dinos, é de miseráveis R$ 945,00 ou seja, abaixo do salário mínimo e que essa tragédia se repete nos estados socialistas do nordeste. Mas é isso, continuem a fazer o “L”, bando de imbecís e não criem a fantasia de que, ao deixarem de votar nesses esquerdopatas que a situação vai melhorar do dia para a noite. Não se iludam, bando de ignorantes, gado do PT. Isso vai demorar alguns bons vinte anos ou mais.

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