O fracasso da temporada brasileira de cruzeiros, suspensa por surtos de covid-19 nas embarcações e pelos temores com a variante Ômicron, representa um impacto negativo de R$ 1,7 bilhão na economia nacional.
O valor havia sido estimado pelos representantes da entidade que reúne as empresas armadoras do setor, considerando a realização de 106 roteiros e 409 escalas que estavam previstos até o próximo mês de abril.
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O retorno dos navios turísticos ainda é incerto, pois a principal autoridade sanitária do país vê riscos elevados de contaminação e recomenda o fim da temporada, mas o setor ainda negocia novas regras com o governo.
As empresas tinham a expectativa de geração de 24 mil empregos com o retorno dos navios turísticos ao litoral brasileiro.
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Até dezembro, com pouco mais de 30 dias do início da temporada em Santos (SP), o setor já contabilizava mais de 50 mil viajantes embarcados em três dos cinco navios que pretendiam navegar por águas nacionais até o próximo mês de abril.
Os protocolos traziam exigências como a vacinação completa obrigatória para hóspedes e tripulantes e testagem pré-embarque, além de testagem frequente de, no mínimo, 10% das pessoas embarcadas e tripulantes. Também se fixava como regra a ocupação máxima de 75% da capacidade da embarcação.
Os esforços para a retomada das atividades foram insuficientes para evitar contaminações.
Cinco navios registraram mais de 300 casos de covid-19. Com isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomendou ao Ministério da Saúde a suspensão da temporada de navios de cruzeiro.
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