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Economia

TCU cobra plano de ação da Caixa Asset para reforçar governança e mitigar riscos

Auditoria aponta fragilidades nos controles internos da gestora e reforça alerta depois de crise que envolve o Banco Master

Caixa Econômica Federal: sob análise do TCU | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Caixa Econômica Federal: sob análise do TCU | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Caixa Asset apresente planos para aprimorar a governança e a gestão de ativos. A empresa administra fundos de investimento da Caixa Econômica Federal. O prazo de resposta é até 12 de fevereiro de 2026. 

A medida recebeu aprovação na sessão plenária de 12 de novembro, sob relatoria do ministro Walton Alencar Rodrigues. A decisão decorre de auditoria que identificou vulnerabilidades significativas na governança da gestora. 

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TCU aponta falhas na análise de risco de crédito

Entre os problemas mapeados está principalmente a instabilidade nas matrizes de limites de alocação de recursos. Isso dificulta a previsibilidade dos parâmetros para gerenciar riscos. O órgão observou do mesmo modo a ausência de critérios normatizados para apresentação de propostas de investimento. Há, ainda, falhas na análise de risco de crédito. 

As conclusões do TCU ganham ainda maior relevância em um momento em que o mercado financeiro se encontra em alerta. O motivo é a liquidação do Banco Master e as consequências sobre dezenas de veículos de investimento administrados pela instituição.

Leia também: “Aos amigos, favores; aos inimigos, a lei”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste

O relatório também destacou fragilidades na estrutura dos comitês responsáveis pela gestão dos fundos. Segundo os auditores, o Comitê de Gestão de Fundos Mútuos (CGFM) apresenta composição excessivamente verticalizada, concentrando poder no diretor-executivo da área de investimentos (Diter), que preside o colegiado. 

Essa configuração pode, conforme o TCU, comprometer a independência dos demais integrantes e esvaziar o caráter deliberativo do órgão, criado para garantir decisões plurais e equilibradas. Nos próximos três meses, a Caixa e a Caixa Asset deverão enviar ao TCU uma política que assegure proteção a membros de comitês que apresentem votos divergentes, evitando potenciais retaliações. 

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