A Polícia Federal (PF) identificou R$ 2,24 bilhões escondidos em uma conta atribuída a Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, na gestora Reag. O valor consta na decisão do ministro André Mendonça, Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Vorcaro nesta quarta-feira, 4.
Segundo a investigação, o montante permaneceu oculto. Enquanto isso, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobria o rombo do Banco Master, estimado em quase R$ 40 bilhões.
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“Nesse contexto, enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco Master no mercado financeiro, montante que alcança quase R$ 40 bilhões, Daniel Vorcaro ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade” diz representação da PF.
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A defesa de Henrique Vorcaro, porém, nega que a conta seja de sua titularidade. Os advogados solicitaram a Mendonça acesso aos documentos que embasam a indicação de ocultação de valores em nome do pai do banqueiro.
Investigação cita reiteração de condutas de Vorcaro
A PF afirma que a manutenção dos valores ocultos, mesmo depois da liberação de Vorcaro em novembro, reforça indícios de reiteração delitiva. A suspeita é de continuidade das “condutas ilícitas” durante a apuração do caso.
Os indícios de “ocultação e dilapidação do patrimônio obtido ilicitamente” fundamentaram a nova prisão preventiva. A medida foi decretada por Mendonça e cumprida nesta quarta-feira, no âmbito da Operação Compliance Zero.
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Além disso, Henrique Vorcaro também aparece em pedido da liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, à Justiça dos Estados Unidos para congelar uma mansão na Flórida atribuída à família.
O documento afirma que Henrique Vorcaro e Natália Vorcaro utilizaram a empresa Sozo para adquirir o imóvel, em fevereiro de 2023, em um suposto esquema para “comprar ativos com recursos desviados do Master”, dando “continuidade à fraude”.





































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