O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, recebeu sinais de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) de que vai permanecer no cargo até o fim do ano.
Couto tem interlocução com ministros do STF, entre eles, Gilmar Mendes, e vem ganhando a simpatia de aliados do decano.
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Em março, Zanin manteve Couto na cadeira, até o julgamento do processo do mandato tampão na Corte.
No mês seguinte, Dino suspendeu a sessão (ele tem até 90 dias úteis para devolver o processo), sob argumento de aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral que condenou Cláudio Castro (PL-RJ).
Atualmente, o STF está dividido sobre o formato de eleição no RJ. Um grupo, no qual Mendes, Zanin e Alexandre de Moraes se incluem, entende que o melhor caminho é a disputa direta — medida que evitaria o retorno do comando do Executivo à Assembleia Legislativa do Estado, hoje nas mãos do PL, que pretende usar o posto para projetar o seu presidente, Douglas Ruas, ao Palácio Guanabara, na queda de braço contra o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Outra parte do STF entende que o melhor caminho é, justamente, permitir que os deputados estaduais elejam o governador interino.
Paralelamente, o nome de Couto passou a circular em conversas de bastidores no Judiciário como opção para a futura vaga aberta no Superior Tribunal de Justiça, em virtude da aposentadoria compulsória de Saldanha Palheiro, ainda no fim deste mês.
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Quem é Ricardo Couto

Presidente do Tribunal de Justiça do Estado desde fevereiro de 2025, Couto começou a carreira na Defensoria Pública, em 1989, quando foi aprovado em primeiro lugar no concurso.
Em 1992, passou em primeiro lugar para o concurso para juiz.
Ele é formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pós-graduado pela Universidade de Coimbra, em Portugal.
É professor universitário e coordenador acadêmico de Direito Administrativo da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, além de lecionar na Fundação Getulio Vargas.
Leia também: “A suprema cegueira”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 318 da Revista Oeste
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