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No Ponto

Advogados vão ao STF para defender rejeição de Messias pelo Senado

Movimento de direita quer entrar como amigos da Corte em processo movido por associação que tenta garantir o AGU no tribunal

jorge messias
O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sabatina na CCJ do Senado - 29/04/2026 | Lula Marques/Agência Brasil

Nesta quarta-feira, 6, o Movimento Advogados de Direita Brasil (Movadvdireitabr) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para entrar como amicus curiae no processo que tenta reverter a derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado.

Obtido pela coluna em primeira mão, o requerimento foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator da ação originalmente movida pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura.

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Conforme o Movadvdireitabr, a iniciativa da entidade em prol de Messias amplia de forma indevida o controle do Judiciário sobre decisões políticas do Legislativo.

Na petição, o grupo conservador sustenta que a escolha de ministros do Supremo possui natureza “política discricionária” e que a Constituição confere ao Senado autonomia para aprovar ou rejeitar indicações presidenciais.

“A aprovação de ministro do STF envolve inevitavelmente juízo institucional, político e republicano acerca da confiança constitucional que o Senado deposita no indicado para integrar a Suprema Corte”, afirmaram os advogados.

O movimento também constatou que articulações políticas fazem parte da dinâmica parlamentar e não configuram fraude nem “vício de vontade”.

Além disso, o Movadvdireitabr afirmou que a ação tenta transformar uma “divergência política institucional em questão de nulidade constitucional”, ao deslocar para o STF uma competência que pertence ao Senado.

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Derrota de Jorge Messias no Senado

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sabatina, no Senado, para o cargo de ministro do STF – 29/4/2026 | Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Há uma semana, o Senado rejeitou Messias por 42 votos a 34.

Trata-se da primeira vez, em 132 anos, que o Senado barrou um indicado de um presidente ao STF.

Messias precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.

Leia também: “Naufrágio em dose dupla”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 320 da Revista Oeste

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