Arthur Lira: ‘Oposição antecipou o debate de 2022’

Presidente da Câmara afirma que o Parlamento segue trabalhando pela agenda econômica mesmo com 'mares revoltos' na política
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O presidente da Câmara, Arthur Lira, participou de debate sobre o momento político-econômico do país
O presidente da Câmara, Arthur Lira, participou de debate sobre o momento político-econômico do país | Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira, 24, que o debate político-eleitoral no Brasil foi antecipado e atribuiu o clima de conflagração no país à oposição. O parlamentar participou nesta manhã de um debate promovido pela XP Investimentos.

“O debate político foi antecipado. A oposição antecipou o debate de 2022. Isso é da política”, admitiu Lira. “Mas o Congresso não deu sequer uma vírgula de possibilidade que sugerisse que fôssemos romper o teto de gastos, por exemplo.”

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Segundo o deputado, a Câmara vai seguir adiante na agenda de reformas para destravar o crescimento econômico do país, apesar do clima de conflagração política e das turbulências institucionais. “Nós continuamos na mesma toada, tentando trabalhar com mares revoltos, com mares calmos, mas sempre com otimismo, foco e persistência”, disse Lira.

No que depender do Congresso Nacional, nós não vamos praticar irresponsabilidade fiscal. Essas agruras momentâneas de aumento de juros futuros e especulações do dólar deveriam estar mais contidas.”

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Durante o debate, o presidente da Câmara afirmou que, apesar das dificuldades, o Brasil vem dando sinais de força em meio à pandemia de covid-19, principalmente em função do avanço da vacinação. “O Brasil, como sempre, deu e dá sinais de muita força, inclusive competindo com economias de Primeiro Mundo que tiveram muita dificuldade na gestão pandêmica, como acontece nos Estados Unidos”, apontou. “O recrudescimento do vírus é a prova mais clara de que ninguém tinha e ninguém tem a fórmula exata para tratar da pandemia.”

Reforma do IR

Lira falou também sobre a tramitação da proposta de reforma do Imposto de Renda (IR) na Câmara dos Deputados. O projeto está parado na Casa e vem sofrendo uma série de críticas de empresários, Estados e municípios.

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A primeira etapa da reforma foi encaminhada pelo governo ao Congresso no ano passado e prevê a unificação de alguns tributos. A segunda fase, enviada em junho deste ano, propõe mudanças no IR de pessoas físicas e jurídicas, entre outros pontos. Segundo estimativas de secretarias estaduais da Fazenda, as perdas podem chegar a R$ 26 bilhões nas receitas a partir de 2023.

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“Esse talvez seja o texto mais sensível que vamos debater nos próximos dias”, reconheceu o deputado. “Não é impossível votar esse texto. É muito difícil. Por trás dos interesses de Estados e municípios, que são antagônicos aos do contribuinte, é importante dizer o seguinte: Estados e municípios nunca arrecadaram como ocorreu em 2020”, prosseguiu. “Neste ano, com a arrecadação recorde no Brasil, todos os entes federativos receberam acima de 2020. E ninguém veio reclamar ou devolver.”

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7 de Setembro

O presidente da Câmara também foi indagado sobre as manifestações programadas para o dia 7 de Setembro em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Lira, “o Brasil está acostumado a isso”.

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“O que nós esperamos é que qualquer manifestação tenha sua amplitude, suas pautas, seus desejos… Mas que ela seja ordeira e não pregue nenhum ato antidemocrático e não agrida nenhuma instituição”, disse o parlamentar. 

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8 comentários

  1. Lyra, a providência urgentíssima que você já deveria ter tomado é uma ação contra a invasão de gabinete, dentro de sua casa, pelo outro poder. Você deve muitíssimo rapaz!

  2. Esse é outro picareta q está no colo do “supremo” encabeçando a lista dos semi-presidencialistas 2026, quer dizer, essa foi a promessa feita a esse cabra safado.

  3. Esse Lira é outro, menos entrevista, mais trabalho e corte a verba absurda de mais de 12 bilhões do congresso, que nem grandes cidades possuem um quarto disso. E papo furado, a canalhice começou logo que o Bolsonaro assumiu interrompendo o bandidismo manipulista de políticos como lira, Pacheco, fhc, Lula, maia, ministros do STF etc com as mídias safadas e corruptas. Pena que há muitos ainda que se deixam manipular por elas e que nós “direitos” sequer conseguimos nos organizar para boicotar os inimigos do país. POR EXEMPLO, BOICOTAR ESSE C6 BANK AÍ ENCIMA, Q TEM UMA INIMIGA DA PATRIA COMO GAROTA PROPAGANDA, ESSA NOJENTA DESSA GISELE BICHENTA. VAMOS FAZER CIMO A ESQUERDALHA, PERSEGUIR OS INIMIGOS DO BRASIL E DE SUA REAL DEMOCRACIA.

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