Bolsonaro rebate Weber e as interferências do Judiciário

Para o presidente, os pagamentos das emendas de relator estão na legalidade
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A declaração foi dada na segunda-feira 8, em entrevista à rádio Jovem Pan do Paraná.
A declaração foi dada na segunda-feira 8, em entrevista à rádio Jovem Pan do Paraná. | Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro rebateu as críticas sobre as emendas de relator e reclamou dos “excessos de interferência do Judiciário”. A declaração foi dada na segunda-feira 8, em entrevista à rádio Jovem Pan do Paraná.

“Como você pode falar em Orçamento secreto se ele é publicado no Diário Oficial da União?”, argumentou o presidente. “Há um excesso de interferência do Judiciário no Executivo. Até quando quis indicar alguém para diretor-geral da Polícia Federal houve interferência, o Supremo age demais nessas questões”, afirmou.

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A ministra Rosa Weber, que concedeu liminar suspendendo o pagamento de emendas de relator, também foi criticada pelo presidente.

“Os argumentos usados pela relatora do Supremo não são justos. Como posso barganhar se quem é o dono da caneta é o relator, um parlamentar? E não é secreto porque está no Diário Oficial da União”, argumentou.

Para Bolsonaro, o Parlamento é quem sabe “onde precisa de recursos”, e os pagamentos das emendas de relator estão na legalidade.

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5 comentários Ver comentários

  1. A transparência e publicidade nas contas públicas faz parte da democracia, agora, quem é a favor de orçamento secreto quer a volta da ditadura militar, ne bozzo!!!

  2. Onde está o erro nisso tudo? Se eu fosse opresidente mandava ela chupar prego, e diria mais: seu problema, ministra, pode ser falta de um homem e adianto que sou bem casado. E encerrava o assunto.

  3. Há urgente necessidade de todos os parlamentares resolverem tomar VERGONHA na cara e votarem legislação pertinente à composição do STF, seja quanto à forma de escolha de seus integrantes, seja quanto à instituição dos respectivos mandatos. Sugere-se escolha de magistrados de carreira, mediante indicação dos órgãos judiciais competentes e mandato de dez anos, proibida a recondução. Também deve ser instituída a possibilidade de substituição do ministro que que
    extrapolar suas atribuições legais, como abrir inquérito no qual vítima, acusador e julgador sejam uma mesma criatura, ou haja intromissão nas atribuições de outros Poderes! Simples assim.

    1. Concordo. Mas acho que o mandato deveria ser no máximo 8 anos, como um senador. Sugiro uma PEC tirando do Presidente da república a indicação pois isso já caracteriza interferencia do executivo no judiciário, e també é uma aberração da nossa Constituição. Deve-se exigir pré-requisitos, os candidatos à vaga participarão de uma eleição dentro do judiciário, já que juiz do supremo é uma atribuição técnica. Votam as OABs, entidades de classe de magistrados. Mandato de 8 anos, sem nenhum vinculo afetivo com nenhum Presidente. Antes da posse o eleito poderá ser entrevistado pelo povo através do congresso (camara e senado), com perguntas pertinentes, comprovação de curriculo, etc. Não seria melhor?

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