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Política

Comissão do Senado aprova porte de arma para mulher em medida protetiva

Proposta conta com relatoria do senador Magno Malta (PL-ES)

armas de fogo - stf governo lula porte de arma
Porte de arma é a autorização legal para uma pessoa carregar uma arma de fogo consigo em locais públicos | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O PL 3.272/2024, que autoriza o porte de arma para mulheres sob medida protetiva de urgência, foi aprovado nesta quarta-feira, 9, pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. O projeto teve voto favorável do relator, o senador Magno Malta (PL-ES), e agora segue para análise da Comissão de Segurança Pública.

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De autoria da ex-senadora Rosana Martinelli (PL-MT), o projeto modifica a Lei nº 10.826/2003 para acrescentar um inciso que permite expressamente o porte de arma para “mulheres sob medida protetiva de urgência”.

A nova redação estabelece que essa autorização estará condicionada à comprovação dos requisitos técnicos e psicológicos previstos no Estatuto do Desarmamento, mas com uma diferença fundamental: será “dispensada a declaração de efetiva necessidade”, requisito normalmente exigido para a obtenção de porte.

Isso significa que o simples fato de estar sob medida protetiva já será considerado suficiente para justificar o porte de arma de fogo, desde que a mulher cumpra os critérios de capacidade técnica e aptidão psicológica.

Segundo o projeto, a autorização será válida durante a vigência da medida protetiva. Uma vez revogada essa proteção judicial, o texto estabelece que “a proprietária manterá a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio (…) ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ela a titular ou a responsável legal pelo estabelecimento”.

Porte de arma contra a violência

A proposta se ancora em dados alarmantes sobre a violência contra a mulher no Brasil. Na justificativa, Rosana cita o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, que mostra um crescimento significativo desta tipificação penal.

“O feminicídio, que se caracteriza pelo assassinato de mulheres em razão de seu gênero, é o ápice de um ciclo de violência que muitas vezes começa dentro de casa”, afirma a parlamentar, que argumenta que as medidas protetivas, embora importantes, muitas vezes não são respeitadas pelos agressores, o que deixa as mulheres vulneráveis.

Casos de Estupro ultrapassam os 80 mil | Foto: Gabriel Benois/Unsplash
Os dados de violência contra a mulher no Brasil são alarmantes | Foto: Gabriel Benois/Unsplash

Nesse contexto, a concessão do porte de arma seria uma forma de fortalecer o direito à legítima defesa. “A possibilidade de portar uma arma pode funcionar como um dissuasor para o agressor, além de fornecer à mulher um meio de defesa eficaz em um momento de emergência”, argumenta.

Leia também: “A polícia paulista clama por socorro”, artigo de Guilherme Lopes publicado na Edição 104 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Só tem que ter cuidado para que o Brasil não se torne um Faroeste…

    1. João Carlos de Souza Carvalho
      João Carlos de Souza Carvalho

      Infelizmente já estamos vivendo num Faroeste onde os únicos que tem armas são os bandidos ! Estamos vivendo hoje debaixo do tacão opressor de uma ditadura esquerdo-narco-jurídica que destruiu os direitos inalienáveis do povo brasileiro !

  2. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    Até que enfim algo de REALMENTE UTIL, EMPODERAMENTO FEMININO É ISSO AÍ, MULHER ARMADA NAO SERA LESIONADA!

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