Centro de Contingência estava ‘incomodando’ Doria, diz ex-integrante

Médico infectologista Marcos Boulos afirma que especialistas não vinham sendo ouvidos pelo governador
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reduziu o número de integrantes do Centro de Contingência da covid-19
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reduziu o número de integrantes do Centro de Contingência da covid-19 | Foto: Governo do Estado de São Paulo

Ex-integrante do Centro de Contingência do governo de São Paulo para a covid-19, desmembrado pelo governador João Doria (PSDB), o médico infectologista Marcos Boulos afirmou que o comitê vinha “incomodando” o tucano e não estava mais sendo ouvido pelo chefe do Executivo sobre quais medidas adotar no enfrentamento da pandemia no Estado.

Como Oeste noticiou nesta semana, o Centro de Contingência foi reduzido por Doria de 21 para apenas sete integrantes. A Secretaria Estadual de Saúde informou, em nota, que a decisão decorreu da redução do número de casos, internações e mortes por covid-19 no Estado.

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“Nós estamos em um momento em que, com a liberação acontecendo, com as práticas, inclusive, dos lobbies, de tentar fazer a parte econômica retornar em um momento ainda muito ruim, fez com que o governo ouvisse menos o Centro de Contingência. Isso estava causando uma relação desconfortável”, admitiu Boulos, que é pai de Guilherme Boulos (Psol), candidato derrotado à prefeitura de São Paulo nas eleições de 2020.

“Os especialistas do Centro de Contingência [estavam] se sentindo meio… não sendo ouvidos. Ainda mais recentemente, as decisões eram tomadas, relacionadas à saúde, mesmo sem passar pelo Centro de Contingência. As decisões do governo eram feitas, de certa maneira, ignorando a presença do Centro de Contingência”, prosseguiu o médico em entrevista ao UOL.

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“Então, nós estávamos, de certa maneira, incomodando o governador porque ele não queria continuar não flexibilizando e nós chamamos a atenção não só no Centro de Contingência, mas nas entrevistas que nós dávamos, dizendo que não era o momento para isso.”

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A decisão de reduzir o comitê de especialistas coincidiu com o início da fase de maior flexibilização do plano de reabertura econômica do Estado, na terça-feira 17. Desde então, como Oeste noticiou, estabelecimentos comerciais e serviços de todos os setores da economia não têm mais limite de horário ou de capacidade para seu funcionamento.

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