Brasil é palco para desenvolvimento de projetos liderados por cientistas

Um sabonete que protege por até seis horas contra o novo coronavírus. Tecidos que repelem o poder do vírus. Mais do que ideias previstas em histórias de ficção científica, essas e outras ações já fazem parte da luta do Brasil contra a disseminação da covid-19. Conforme noticiado por Oeste no decorrer das últimas semanas, alguns dos produtos já estão à disposição do mercado consumidor.
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Além de produzir dois tipos de tecido e um sabonete anti-covid-19, a comunidade científica brasileira se destaca de outras formas em trabalhos diante da pandemia provocada pelo vírus chinês. Há, por exemplo, novo tipo de teste responsável por detectar a doença em larga escala. Até um “capacete” especial surge nesse sentido. Na contramão de gastos suspeitos em meio ao “Covidão”, há quem se proponha a fabricar certo tipo de ventilador mecânico.
Nesse sentido, Oeste separa sete invenções que demonstram a criatividade de cientistas e pesquisadores brasileiros no enfrentamento do novo coronavírus.
Confira a lista
1— Sabonete vegetal
Um sabonete à base do óleo de uma árvore típica da Austrália, a melaleuca. Esse é o produto lançado em julho pela Aya Tech, empresa brasileira de higiene e cosméticos liderada pela doutora em engenharia química Fernanda Checchinato. “Dermatologicamente testado” pela Anvisa, o produto fruto de R$ 200 mil de investimentos promete seis horas de proteção contra a covid-19.
2— Tecidos especiais
No Brasil, dois tipos de tecido estão em produção. Primeiramente, a empresa Nanox se associou a pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), no interior de São Paulo. Feito a partir de mistura de poliéster e algodão, com micropartículas que “matam” fungos e bactérias, o material já serve para a fabricação de jalecos. Detalhe: os idealizadores afirmam que ele elimina 99,9% do novo coronavírus.
Eis que 99,9% de eficácia contra a covid-19 também foi a definição da equipe do Laboratório de Tecnologia Virológica (Latev) de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro. Diferentemente do caso paulista, o material carioca é elaborado a partir de prata, zinco e compostos orgânicos. Em julho, os pesquisadores avisaram que a ideia é atender inicialmente à demanda de uniformes para profissionais da saúde.
3— Exame de sangue
Um novo tipo de exame de sangue que, de acordo com o time à frente de seu desenvolvimento, garante não apresentar o chamado “falso positivo” no diagnóstico do coronavírus. E que, além disso, consegue ser feito em alta escala, tendo produção diária 16 vezes maior que a do tradicional RT-PCR. Essas são algumas das características do teste criado pela equipe do Hospital Israelita Albert Einstein.
4— Mais que mero capacete
Pesquisadores da Escola Politécnica e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) demonstraram em meio à pandemia que capacete pode ir além de equipamento de segurança para motociclistas. Uma versão foi planejada para salvar a vida de pacientes da covid-19. Isso porque eles foram responsáveis por criar o chamado “capacete-respirador”. Produto que, aliás, dispensa a utilização do tubo hospitalar.
5— Ventilador mecânico
Enquanto a USP é responsável pelo capacete, a Universidade Federal Fluminense (UFF) se volta a estudos para desenvolver um novo tipo de ventilador mecânico — idealizado a partir de protótipo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Em maio, a equipe à frente do projeto garantiu que o material seria, assim que aprovado pelos órgãos competentes, direcionado ao Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), no Rio de Janeiro.
6— Monitor da covid-19 no ar
A criatividade brasileira no combate à covid-19 não tem ficado restrita, entretanto, a pesquisadores presentes em universidades públicas e empresas da iniciativa privada. As Forças Armadas também aparecem representadas nesse sentido. A Força Aérea Brasileira desenvolveu, por exemplo, equipamento capaz de detectar a presença do novo coronavírus no ar. O objeto, de acordo com a própria Aeronáutica, é capaz de “monitorar áreas de 50 metros quadrados e indicar possíveis riscos de contaminação do vírus nesses espaços”.
7— Raios X
Por fim, o Brasil também conta com estudos que visam ao emprego de raios X na detecção da presença da covid-19 no organismo do paciente. Tais trabalhos uniram profissionais de três instituições paranaenses: Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná — Câmpus Campo Mourão (UTFPR-CM). A ideia inicial é incluir recursos de inteligência artificial ao tradicional exame de radiologia.
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