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Secretário de Doria ameaça: confinamento obrigatório só acaba com vacina

Jean Gorinchteyn vê Estado de São Paulo ainda 'bem distante' da última fase do plano de reabertura do governo
Para Gorinchteyn, nem o "novo normal" pode existir antes da vacina da covid-19 | Foto: Governo do Estado de São Paulo
Para Gorinchteyn, nem o "novo normal" pode existir antes da vacina da covid-19 | Foto: Governo do Estado de São Paulo | confinamento obrigatório, vacina contra covid-19, jean gorinchteyn, governo do estado de são paulo, joão doria

Jean Gorinchteyn vê Estado de São Paulo ainda ‘bem distante’ da última fase do plano de reabertura do governo

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Para Gorinchteyn, nem o “novo normal” pode existir antes da vacina da covid-19
Foto: Governo do Estado de São Paulo

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, o secretário estadual de Saúde do governo de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que o confinamento obrigatório imposto pela gestão Doria à população só vai terminar quando uma vacina contra covid-19 estiver disponível. Ou seja, não há data prevista para o fim do #fiqueemcasa, mesmo que o #usemáscara já tenha tomado o lugar da antiga hashtag no púlpito das coletivas do Palácio dos Bandeirantes.

“Temos que entender que só voltaremos ao normal quando tivermos vacina, antes disso estamos progredindo para um novo normal, que é a fase azul do Plano São Paulo, mas estamos na fase 3 ainda, bem distante”, avaliou o infectologista. “Temos que avançar, de forma lenta, gradual e progressiva, para fazer a abertura de forma segura, dando tranquilidade para as pessoas retomarem suas atividades, que são essenciais ao País. Mas temos que poupar a saúde de todos. Esse retorno faseado vai ter que acontecer. Enquanto não tivermos a vacina, o confinamento obrigatório, as políticas de distanciamento e as máscaras deverão acontecer, infelizmente”.

Desde março, o governo Doria já prorrogou o confinamento nove vezes. Pelo que disse o secretário, na próxima sexta-feira, será a décima.

O Estado trabalha em parceria com a China nos testes clínicos da terceira fase da Coronavac, vacina que deve ser aplicada em 9 mil voluntários. Gorinchteyn, entretanto, deixa claro que, caso o imunizante não tenha a efetividade necessária, outros estão na mira.

“Ela [Coronavac] será objetivada para todo país, apesar de ser um acordo de SP”, afirmou. “Se ela não der certo, torceremos para algum dar, seja de Oxford, ou qualquer outra”.

Cem milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AztraZeneca foram compradas de antemão pelo governo federal, que também já garantiu o direito à transferência de tecnologia para produzir o imunizante no país, nos laboratórios da Biomanguinhos/Fiocruz. Esta é a pesquisa mais avançada até o momento contra o coronavírus no mundo,

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