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Economia

Bolsa Família não deve ser afetado por medidas de compensação do IOF, diz ministro

O governo procura alternativas ao aumento do imposto depois de ter recuado parcialmente da medida em decorrência das críticas

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O ministro Wellington Dias negou cortes e disse que a pasta apenas continuará investindo em medidas de pente-fino para 'dar direito a quem tem direito' | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse que “a princípio” o programa Bolsa Família não deve der afetado pelas medidas estudadas pela equipe econômica para compensar as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“A princípio, não especificamente. O Ministério tem a meta de alcançar maior eficiência no Bolsa Família e BPC [Benefício de Prestação Continuada], com o combate a fraudes e irregularidades”, disse Dias, no sábado 7, ao ser questionado pelo jornal Poder360 sobre eventuais cortes no programa.

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De acordo com o ministro, a pasta continuará apenas investindo em medidas de pente-fino para “dar direito a quem tem direito”.

Haddad apresenta propostas sobre IOF neste domingo, 8

Após a repercussão negativa do anúncio sobre o aumento do IOF, no mês passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recuou, ao menos parcialmente, e resolveu retomar a isenção do imposto nos investimentos no exterior feitos por fundos brasileiros.

O recuo, no entanto, não foi o suficiente para acalmar o mercado e as críticas de diversos setores ao aumento do imposto persistiram.

Neste domingo, 8, em cumprimento a um acordo feito com a cúpula do Congresso, Haddad deve apresentar aos líderes partidários propostas alternativas ao aumento do IOF. O encontro está marcado para ocorrer às 18h, na Residência Oficial da Presidência da Câmara.

Governo enfrenta resistência do Congresso para aumentar imposto

Parlamentares das duas Casas legislativas já apresentaram 27 propostas para derrubar ao aumento do IOF. Do total, 24 pedidos de anulação da medida do Poder Executivo partiram de deputados.

No Senado, uma das propostas partiu do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN). As outras duas proposições são, respectivamente, do líder do Republicanos, Mecias de Jesus (RR), e do senador Vanderlan Cardoso (PDS-GO).

Leia também: “O agro está sofrendo”, reportagem do Carlo Cauti publicada da Edição 271 da Revista Oeste

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), também já demonstrou ser contra o aumento do IOF.

“O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício”, disse Motta em uma publicação no X.

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1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Já respondeu… não haverá compensação nem contenção alguma.
    A ordem é continuar metendo a mão…

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