Presidente do Cazaquistão manda ‘atirar para matar’ manifestantes

'Quais negociações podem ser feitas com criminosos e assassinos?', indagou Kassim-Jomart Tokaiev
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Kassim-Jomart Tokaiev, presidente do Cazaquistão, subiu o tom contra manifestantes
Kassim-Jomart Tokaiev, presidente do Cazaquistão, subiu o tom contra manifestantes | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Diante da escalada de violência nos protestos que tomaram conta do país, o presidente do Cazaquistão, Kassim-Jomart Tokaiev, deu ordem nesta sexta-feira, 7, para que as forças de segurança locais “atirem para matar sem aviso prévio” os manifestantes.

Segundo o líder político, os responsáveis pelos atos de rua dos últimos dias são “bandidos” e devem ser “eliminados”. Ele agradeceu ao governo da Rússia, que enviou tropas para ajudar na repressão aos movimentos de rua.

“Ouvimos apelos do exterior para que as partes negociem para encontrar uma solução pacífica para os problemas”, afirmou o presidente em discurso à nação. “Isso é um disparate. Quais negociações podem ser feitas com criminosos e assassinos? Eles precisam ser destruídos e isso será feito”, completou.

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Os protestos violentos no Cazaquistão já deixaram dezenas de manifestantes mortos e centenas de feridos. Segundo o Ministério do Interior, mais de 2 mil pessoas foram presas. A onda de manifestações é considerada a maior desde a independência do país, em 1991.

Tokayev dissolveu o próprio governo, mas não renunciou ao cargo. Ele decretou estado de emergência e impôs um toque de recolher, que não foi respeitado pelos manifestantes.

Os serviços de internet e telefone foram cortados em quase todas as regiões do país. Os cidadãos foram orientados a permanecer em suas casas.

As tropas enviadas pelo governo russo informaram hoje ter assumido o controle total do aeroporto de Almaty, a maior cidade do Cazaquistão, que havia sido tomado por manifestantes.

“A segurança do Consulado Geral da Federação Russa localizado na cidade e de outras instalações importantes está sendo garantida”, anunciou Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia.

O governo de Vladimir Putin classificou a ação para conter os protestos no Cazaquistão como uma “missão temporária de manutenção da paz”. Segundo os russos, a operação será por tempo limitado e tem como objetivo “proteger edifícios governamentais e instalações militares”.

Com informações do jornal The New York Times

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1 comentário Ver comentários

  1. O povo virou gado mesmo… Como tem psicopata que age controlando as pessoas como se fossem suas propriedades. O mal estar tomando conta do coração da humanidade!

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