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Brasil, Política

STF suspende julgamento do inquérito das 'fake news'

Edson Fachin votou a favor da legalidade da ação promovida pela Corte

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Inquérito das fake news: ainda sem parecer final do STF | Foto: REPRODUÇÃO

Relator do caso, Edson Fachin votou a favor da legalidade da ação promovida pela Corte

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Inquérito das fake news: ainda sem parecer final do STF | Foto: REPRODUÇÃO

Afinal, qual o entendimento da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do inquérito das fake news? A resposta ainda não é possível. Isso porque, iniciado na tarde de hoje, o julgamento a respeito foi suspenso após o voto do relator Edson Fachin. Dessa forma, o tema voltará à pauta da Corte na próxima quarta-feira.

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Leia mais:O STF não tem direito de fazer uma investigação criminal, afirmam juristas

O julgamento a ser retomado na próxima semana tem o objetivo de validar se o inquérito das fake news é legal ou não. O caso chegou ao STF graças à Rede Sustentabilidade. Em 2019, a legenda questionou a investigação promovida pelo Supremo. Na semana passada, após ações contra aliados do presidente Jair Bolsonaro, o partido pediu para sua solicitação anterior ser extinta. O pedido, entretanto, foi rejeitado pelo relator do caso, ministro Edson Fachin.

Além de rejeitar a extinção da ação movida pela Rede Sustentabilidade, Fachin enviou o assunto para o plenário do STF. Único ministro a votar nesta noite sobre o inquérito das fake news, ele deu parecer favorável à legalidade do trabalho realizado até aqui. A ilegalidade da investigação, aliás, era o que inicialmente defendia o partido comandado por Marina Silva.

Voto do relator

De acordo com Fachin, o STF pode, sim, estar à frente da abertura de investigações. O ministro não viu o caso como ataque à liberdade de expressão. “Não há liberdade de expressão que ampare a defesa desses atos. Quem quer que os pratique precisa saber que enfrentará a justiça constitucional de seu país, que este STF não os tolerará”, afirmou.

“O STF não pode ir além, mas…”

O ministro pontuou que “o STF não pode ir além, mas não pode ser impelido a ficar aquém”. Esse entendimento, entretanto, vai na contramão do que pensam juristas. Para eles, conforme registrado por Oeste, a Corte não poderia liderar investigação no âmbito criminal. Nesse sentido, a procuradora regional da República Thaméa Danelon listou 8 pontos que, de acordo com ela, tornam o inquérito ilegal.

APOSTA:STF deve manter inquérito das fake news

Aras muda de opinião

Depois do voto de Edson Fachin, nenhum outro ministro do STF votou a respeito da legalidade do inquérito das fake news. Mas o procurador-geral da República, Augusto Aras, falou. E, aparentemente, com posição divergente da que apresentou na última semana de maio.

A saber, Aras pediu ao Supremo a suspensão do inquérito das fake news, conforme registrou Oeste. Agora, o chefe do Ministério Público Federal parecer ter mudado de ideia. Fez ressalvas, mas defendeu a legalidade da ação capitaneada pelo STF.

“Precisamos apenas de balizas”

“Precisamos apenas de balizas para que o objeto do inquérito das fake news não seja um objeto que caiba todas e quaisquer pessoas”, afirmou o líder da PGR. Por fim, ele posicionou-se contra eventuais ataques sofridos por integrantes da Corte. “Nesta toada, não podemos permitir que uma instituição, o Poder Judiciário, o seu órgão de cúpula, seja atacado, sem que se tome as medidas necessárias, doa a quem doer”, disse Aras.

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17 comentários
  1. Cylophin Rx
    Cylophin Rx

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  3. Paulo Cezar Almeida
    Paulo Cezar Almeida

    Interessante. O medo supera a explicita ilegalidade… há forte podridão aí…

  4. DJALMA DE CARVALHO LUSTOSA GUEDES
    DJALMA DE CARVALHO LUSTOSA GUEDES

    Como não considerar esse #STFVergonhaNacional tenho nojo desse Judiciário, vivem em um mundo paralelo, salários astronômicos e regalias que não condiz com a realidade brasileira…

  5. Fabricio
    Fabricio

    A que ponto chegamos. O STF cometendo inconstitucionalidades. Onde vamos parar?

    1. DJALMA DE CARVALHO LUSTOSA GUEDES
      DJALMA DE CARVALHO LUSTOSA GUEDES

      Art. 142. convocar as Forças Armadas como poder moderador e expulsar esse povo de lá, simples assim.

  6. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Inacreditável que alguém ainda ponha essa excrescência pra frente.

  7. Irany leme
    Irany leme

    Esses togados perderam a vergonha na cara e estão ordenando respeito do Povo através de violência e rasgando a constituição federal , para prevalecer as atitudes ilícitas em benefícios pessoais de 11 ditadores e ativistas políticos que transformaram o STF na vergonha nacional,
    STF respeitem a Constituição Federal, é só isso que o Povo está pedindo.

  8. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Se aprovarem esta inconstitucionalidade serão todos coniventes com este crime e será motivo suficiente para destituir a todos e começar um novo STF, para que ajude a limpar o Brasil e para isto, precisamos começar por este covil supremo.

  9. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    A INQUISIÇÃO, também chamada de SANTO OFÍCIO, era formada pelos Tribunais da Igreja Católica, que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. O Brasil nunca chegou a ter um Tribunal desses mas, emissários da Inquisição, aportaram aqui entre 1591 e 1767. Calcula-se que 400 brasileiros foram condenados e 21 queimados em Lisboa, para onde eram mandados os casos mais graves.

    1. Alvaro
      Alvaro

      Pronto, já começou a enrolação, esses “maugistrados” não sabem como sair desse rolo que armaram e agora vão ficar cozinhando o galo. No fim , como sempre, vai ficar elas por elas!

  10. Fred oliveira
    Fred oliveira

    O atrás cometeu um grande equívoco. Defende algo inconstitucional, algo que naonpide ocorrer como iniciativa do supremo se não for uma ditadura isso e fácil de ser derrubado ainda que vindo do STF. Não é legal

  11. DENILSON ALMEIDA DIAS
    DENILSON ALMEIDA DIAS

    Queria ver apontarem um embasamento legal sólido para esse inquérito. Não apontarão, pois não há, então ficarão só nas falácias.

    1. Brasiliano
      Brasiliano

      O Santo Ofício em ação.
      O STF mais parece um órgão inquisitorial.
      Pior que o passado condena cada um de seus membros, os quais, aparentemente, foram escolhidos justamente pela dubiedade de suas atitudes.

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