‘Muito rara’, diz OMS sobre transmissão da covid-19 por assintomáticos

Organização Mundial da Saúde avisa que, dessa forma, ações de combate ao novo coronavírus devem se concentrar no isolamento de pessoas que apresentam sintomas da doença
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Dra. Maria Van Kerkhove integra a equipe da OMS | Foto:  REPRODUÇÃO/CNBC
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Organização Mundial da Saúde avisa que, dessa forma, ações de combate ao novo coronavírus devem se concentrar no isolamento de pessoas que apresentam sintomas da doença

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Maria Van Kerkhove integra a equipe da OMS | Foto: REPRODUÇÃO/CNBC
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A semana começa com a Organização Mundial da Saúde agitando o cenário científico. Isso porque nesta segunda-feira, 8 de junho, a OMS anunciou que novas pesquisas revelam que a transmissão da covid-19 por pacientes assintomáticos é possível de ocorrer — mas é “muito rara”.

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O anúncio surpreendeu a comunidade científica de todo o planeta. Diferentemente da afirmação de hoje, estudos preliminares realizados pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos indicavam que pessoas assintomáticas teriam o mesmo “poder” de transmitir o novo coronavírus que os infectados que apresentavam sintomas da doença.

A deliberação anterior fez, inclusive, com que governos mundo afora impusessem regras rígidas de isolamento social. No Estado de São Paulo, por exemplo, o confinamento vigora desde 24 de março — sempre com o governador João Doria validando decisões na “ciência”.

“Parece raro que uma pessoa assintomática realmente transmita [o coronavírus]”

“A partir dos dados que temos, ainda parece raro que uma pessoa assintomática realmente transmita [o coronavírus] a um indivíduo secundário”, declarou Maria Van Kerkhove, chefe da divisão de doenças da OMS, de acordo com o site CNBC. “É muito raro”, enfatizou.

Mudança de estratégia

Para além de anunciar a descoberta pela OMS, a representante da entidade indicou a necessidade de repensar as estratégias que visam a combater a disseminação da pandemia. Para Van Kerkhove, as autoridades devem se dedicar a detectar e isolar somente as pessoas que apresentem sintomas de contaminação pelo novo coronavírus. Ela, contudo, ressalva que pode ser necessário realizar mais estudos a respeito. Afinal, a integrante da OMS salientou ter conhecimento de que estudos anteriores indicavam a transmissão a partir dos assintomáticos.

Em outro ponto, entretanto, a mesma Van Kerkhove reforçou que a missão agora será cuidar de quem revele sintomas da doença. “Queremos focar os casos sintomáticos”, disse a médica. “Se seguíssemos todos os casos sintomáticos e os isolássemos, seguíssemos os contatos e os colocássemos em quarentena, reduziríamos drasticamente [a transmissão do novo coronavírus]”, complementou.

Não é a primeira vez nos últimos dias que a OMS faz o mundo científico voltar-se contra estudos ou decisões anteriores. Na semana retrasada, a entidade avisou a interrupção de testes com a hidroxicloroquina, conforme noticiou Oeste. Na ocasião, a organização comunicou que os trabalhos realizados até então não tinham surtido efeito positivo. Uma semana bastou para a própria organização voltar atrás e mudar de estratégia. Assim, a mesma OMS retomou os testes com o medicamento em  3 de junho.

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