Privatização dos Correios é ‘farsa’, diz ex-secretário de Bolsonaro

Salim Mattar questiona efetividade de proposta que autoriza exploração dos serviços postais pela iniciativa privada, cujo regime de urgência foi aprovado pela Câmara
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Regime de urgência de projeto que abre caminho para privatização dos Correios foi aprovado na Câmara
Regime de urgência de projeto que abre caminho para privatização dos Correios foi aprovado na Câmara | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização do governo de Jair Bolsonaro, criticou o Projeto de Lei 591/2021, que autoriza a exploração dos serviços postais pela iniciativa privada — entre os quais os prestados em regime de monopólio pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O regime de urgência da proposta foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 20 de abril.

O regime de urgência permite acelerar a análise do texto pelos parlamentares, embora ainda não tenha sido definida uma data para a votação. De autoria do Poder Executivo, a proposta prevê que a União manterá para si os serviços mais básicos, como encomendas simples, cartas e telegramas (o chamado “serviço postal universal”). De fato, o projeto não determina a venda da estatal.

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“A privatização era uma farsa! A esquerda afirma que o PL do marco legal dos serviços postais privatizará os Correios. Quem dera! O projeto apenas transforma a ECT em Sociedade de Economia Mista e autoriza a entrada da iniciativa privada por meio de contratos de concessão”, escreveu Mattar em sua conta oficial no Twitter.

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“A privatização era uma farsa! Os Correios continuarão existindo até o dia em que os membros do establishment acreditarem que é preciso desonerar os pagadores de impostos. Esse é um dos motivos pelos quais deixei o governo!”, completou o ex-secretário de Desestatização.

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Como noticiamos, o projeto foi entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em 24 de fevereiro. Em meados de abril, o governo incluiu os Correios no Plano Nacional de Desestatização, o que permite a contratação de estudos para uma eventual privatização da empresa.

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Com a urgência, a proposta será analisada diretamente no plenário da Câmara, sem a necessidade de passar por comissões, e pode ser pautada por Lira a qualquer momento. O relator é o deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA).

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8 comentários

  1. Não sei qual é o regime trabalhista dos Correios, mas seja qual for é impossível botar 120 mil pessoas na rua. JB está certo. Este boi velho tem que ser comido aos bifes.

    1. Não tem jeito… É antes, durante ou depois – mas sempre o Presidente tem que ser espinafrado. Misericórdia, onde estão os homens deste país?

  2. Economia “”mista”” ?? (com muitas aspas mesmo) Não funciona nem para os contribuintes e nem para os acionistas! Só aqui no país dos brasucas corruptos … Cansa…

  3. JMB traíra então? fazendo de bobo os seus apoiadores? empresas de economia mista (BB, Petrobrás, Eletrobras) e empresas estatais (EMBRAPA, CBTU, EBC) são praticamente a mesma coisa quando se trata de fazer delas uma vaca leiteira para os políticos e espertalhões de sempre.

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