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Resumo da semana: suspeição de Moro mantida pelo STF e Bolsonaro na Cúpula do Clima

Confira os principais destaques do noticiário no Brasil e no mundo

Moro foi cobrado por Bolsonaro pela inação frente aos maus-tratos sofridos pela população durante a pandemia de coronavírus | Foto: Lula Marques/Agência PT

Nesta semana, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu encaminhar os processos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Justiça do Distrito Federal. Na mesma sessão, a Corte referendou a decisão da Segunda Turma e considerou o ex-juiz Sergio Moro suspeito nas ações envolvendo petista no âmbito da Lava Jato — o que, na prática, abre caminho para a candidatura de Lula em 2022.

O presidente Jair Bolsonaro participou da reunião da Cúpula de Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente dos EUA, Joe Biden.

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Leia um resumo do noticiário da semana:

Domingo, 18

A semana começou movimentada no noticiário internacional sobre a pandemia de covid-19. Na França, o governo anunciou que os viajantes que chegarem de Brasil, Argentina, Chile e África do Sul terão de ficar dez dias em quarentena obrigatória. A Índia, sofrendo com uma segunda onda de infecções pelo novo coronavírus, registrou o recorde de casos da doença em um único dia. É uma realidade bem diferente da vivida por Israel, que derrubou a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre.

Segunda, 19

Às vésperas do início da Cúpula de Líderes sobre o Clima, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o líder chinês Xi Jinping anunciaram que vão “combater as mudanças climáticas com seriedade e urgência”. Na Argentina, o peronista Alberto Fernández sofreu uma derrota com a decisão da Justiça de Buenos Aires de reabrir as escolas em meio à pandemia de covid-19. No Brasil, o Banco Central anunciou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de fevereiro registrou alta de 1,7% sobre janeiro — o décimo mês consecutivo de crescimento. No primeiro dia com Joaquim Silva e Luna à frente da Petrobras, as ações da empresa dispararam e, em apenas um dia, o valor de mercado da petroleira fechou com expressiva alta de R$ 16,5 bilhões. Ainda na segunda-feira 19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a realização do ensaio clínico da candidata a vacina contra a covid-19 da empresa chinesa Sichuan Clover Biopharmaceuticals. Por fim, o Congresso Nacional deu sinal verde ao projeto do governo federal que desbloqueia o Orçamento de 2021.

Terça, 20

Jair Bolsonaro nomeou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e mais sete diretores da instituição para mandatos fixos na diretoria colegiada. A Câmara aprovou a urgência para analisar um projeto que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN) e também uma proposta que abre caminho para a privatização dos Correios. Artistas brasileiros e estrangeiros de esquerda enviaram uma carta a Joe Biden pedindo que os EUA não firmem acordos climáticos com o Brasil. Na Alemanha, a União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler Angela Merkel, escolheu Armin Laschet como candidato nas eleições gerais do país. Nos EUA, o ex-policial Derek Chauvin foi condenado pela morte de George Floyd. E a “Anvisa dos EUA” determinou que a produção da vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson seja interrompida em uma fábrica norte-americana.

Quarta, 21

O dia começou com a notícia de que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), apresentou piora em seu quadro de saúde e foi diagnosticado com líquido nos pulmões e no abdômen. Na Alemanha, policiais entraram em confronto com manifestantes contrários ao lockdown. E o laboratório Bharat Biotech e o ICMR (Conselho Indiano de Pesquisa Médica) informaram que a vacina Covaxin apresenta 78% de eficácia contra a covid-19 e 100% para evitar casos graves da doença.

Quinta, 22

As atenções estiveram voltadas ao STF. O plenário da Corte decidiu que os processos envolvendo Lula na Lava Jato devem ser encaminhados à Justiça do Distrito Federal. O tribunal formou maioria pela manutenção da suspeição do ex-juiz Sergio Moro — o julgamento teve até bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Com vetos parciais, a Lei Orçamentária Anual de 2021 (LOA) foi sancionada por Jair Bolsonaro. O presidente também participou da Cúpula do Clima e prometeu o fim do desmatamento no Brasil até 2030 e a neutralidade climática (zerar emissões de gases do efeito estufa) até 2050. O procurador-geral da República, Augusto Aras, informou ao STF que não investigará Bolsonaro pelo fato de o governo ter recorrido à Lei de Segurança Nacional contra opositores.

Sexta, 23

No encerramento da Cúpula do Clima, Biden disse que as mensagens transmitidas através do discurso de Bolsonaro foram “encorajadoras”. No Japão, a três meses da Olimpíada, Tóquio entrou em estado de emergência por causa da covid-19. Na Rússia, o maior opositor de Vladimir Putin, Alexei Navalny, encerrou sua greve de fome depois de quase um mês. Em São Paulo, o Instituto Butantan anunciou que o protocolo do estudo clínico de fases 1 e 2 da ButanVac — candidata a vacina contra a covid-19 — foi encaminhado à Anvisa. Em Brasília, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que será o relator da CPI da Covid, se declarou impedido de analisar qualquer caso que envolva Alagoas — ele é o pai do governador do Estado, Renan Filho (MDB). E, por fim, uma grande vitória da liberdade de expressão: o juiz Marcelo Augusto Oliveira, da 41ª Vara Cível de São Paulo, determinou que a agência de checagem Aos Fatos exclua os textos em que qualifica de fake news duas reportagens de Oeste. Na ação, a primeira do gênero no Brasil, ficou provado que essas agências atuam como controladoras do que é publicado nas redes sociais e em órgãos da imprensa, decidindo o que pode ou não ser lido. A censura, afinal, foi derrotada.

Sábado, 24

O fim de semana começou com a notícia da morte de Levy Fidelix, presidente do PRTB e ex-candidato à Presidência da República, aos 69 anos. Jair Bolsonaro voltou a criticar o lockdown e disse que as Forças Armadas podem ser acionadas para restabelecer o direito de ir e vir. Em São Paulo, em mais uma etapa da chamada “fase de transição” do plano de reabertura econômica do Estado, houve a liberação do funcionamento de restaurantes, academias, salões de beleza e do setor de serviços, em geral. A Marinha da Indonésia localizou destroços do submarino que estava desaparecido havia três dias, na costa de Bali, com 53 pessoas a bordo. Nos EUA, a aplicação da vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson foi liberada. Em Fortaleza, cinco pessoas ficaram feridas após uma explosão na fábrica de uma empresa de fornecimento de oxigênio. E o Partido da Mulher Brasileira (PMB) mudou de nome para Brasil 35, em mais um passo para receber Bolsonaro como possível candidato à reeleição em 2022.

4 comentários
  1. Bruno Pacheco Leitão
    Bruno Pacheco Leitão

    Parabéns pelo resumo semanal.
    Seria excelente se vocês publicassem toda semana.

  2. Antônio Soares De Mendonça
    Antônio Soares De Mendonça

    Não sabia que o Bolsonaro era
    suspeito. E na cúpula do clima. Xiii!

  3. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    MAIS 1 X O SUPREMO seja subserviente ao PSOL.
    Não espero.
    Todo mundo abriu tudo:
    leia se: COMUNAS EM ATAQUE.
    A TV aberta em 1 mês abre 220 milhões de Covas (já morreu?)
    Morcegos +1X psolam!!!
    Lockdow NACIONAL.
    AMO OS VENEZUELANOS. Patriotismo não lhes falta.

    1. ANDRE LUIZ DORADO ALONSO
      ANDRE LUIZ DORADO ALONSO

      Muito boa essa ideia de fazer um resumo da semana!

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