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Resumo da semana: deputado preso e mudança na Petrobras

Confira os destaques
O deputado federal Daniel Silveira foi um dos personagens da semana
O deputado federal Daniel Silveira foi um dos personagens da semana | Foto: Luís Macedo/Agência Senado

Decisões vindas da Praça dos Três Poderes, em Brasília, ajudaram a movimentar o noticiário no decorrer da semana. Entre os destaques estão a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) e o anúncio do governo federal de trocar a presidência da Petrobras.

Veja, abaixo, o resumo do que ocorreu na semana:

  • Domingo, 14

Candidato do Psol derrotado na eleição à prefeitura paulistana em 2020, Guilherme Boulos entrou na mira do Ministério Público, que apura se ele usou empresa de fachada durante a campanha eleitoral. O ministro do STF Luís Roberto Barroso definiu a Venezuela como “tirania de direita”, enquanto a Corte que ele integra revelou que tenta há meses (sem sucesso) notificar o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

  • Segunda, 15

ONGS acionaram o STF contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro sobre posse e porte de armas. No interior de São Paulo, prefeito petista impôs lockdown (afetando o funcionamento até de atividades consideradas essenciais). Professora universitária desejou a morte de estudantes ricos, secretário do governador João Doria (PSDB) admitiu falhas da gestão tucana em SP e o Supremo autorizou ações da Polícia Federal contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

  • Terça, 16

Horas depois de divulgar um vídeo em que registrava críticas ao STF, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-SP) foi preso por determinação de Alexandre de Moraes, ministro do próprio Supremo. Também membro da Suprema Corte, Gilmar Mendes foi criticado por procurador, que o acusou de não ter isenção para eventualmente julgar o trabalho do ex-juiz Sergio Moro à frente de ações da Operação Lava Jato. No âmbito das redes sociais, o Parler anunciou sua volta à internet.

  • Quarta, 17

Detido, Daniel Silveira seguiu no noticiário. No decorrer do dia, tornou-se alvo de críticas por parte da executiva nacional do PSL e viu juristas definirem sua prisão como inconstitucional. Além disso, acompanhou o plenário do STF validar a sua detenção, a Procuradoria-Geral da República oferecer denúncia contra ele e a Mesa Diretora da Câmara anunciar a reinstalação do Conselho de Ética, justamente para analisar a situação.

  • Quinta, 18

Afastado do Senado Federal desde que foi flagrado com dinheiro na cueca, Chico Rodrigues (DEM-RR) teve a sua volta ao Congresso Nacional autorizada por Barroso. De volta ao cenário político, ele se disse vítima de “brutais imputações”. Depois de a Petrobras anunciar reajuste no preço de combustíveis, Bolsonaro decidiu zerar o imposto federal sobre o óleo diesel. Em novo revés, Daniel Silveira foi mantido preso após audiência de custódia.

  • Sexta, 19

Mesmo após pedir desculpas pelo vídeo que provocou a sua detenção, Silveira não contou com o apoio da maioria de seus colegas na Câmara. Em votação plenária, ficou decidido que o pesselista seguirá encarcerado. Na Petrobras, as ações despencaram e Bolsonaro anunciou que o general Joaquim Silva e Luna substituirá o economista Roberto Castello Branco na presidência da estatal. Os Estados Unidos confirmaram o retorno ao acordo climático de Paris.

  • Sábado, 20

Aumentaram as repercussões sobre os casos Petrobras e Daniel Silveira. Sobre o primeiro assunto, economistas registraram com criticas à troca de comando da companhia. Entre outros pontos, reclamaram de interferência do Palácio do Planalto, ação negada pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Em relação ao deputado federal, o PTB anunciou a aplicação de punição a quem votou contra o pesselista, enquanto João Amoêdo reclamou da postura da bancada do Novo — que foi unânime no apoio ao deputado.

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